Crítica de Luís Silva do Ó
E a primeira crítica feita ao livro/cd Das Tormentas Hà Boua Isperansa está aí! E digamos que podiamos ter começado de pior maneira, já que esta considera que "A nova edição dos Trabalhadores do Comércio é uma obra que vai perdurar no tempo independentemente do sucesso ou insucesso de vendas e das críticas que venham a ser, ou não, escritas.".
Luís Silva do Ó, um reputável crítico nacional, radialista e blogger sobre música e cultura, é o autor da crítica ao livro/cd, sobre o qual diz: "Ler este livro é mergulhar na génese da música eléctrica em Portugal, conhecer episódios surpreendentes, sobressaindo uma contextualização sociológica de toda uma época essencial para aquilo que viria a ser a indústria da música moderna no nosso país. [...] Nada foi descurado ou deixado ao acaso, o que transforma este livro num documento histórico imprescindível para um melhor conhecimento do período mais conturbado e movimentado da música rock portuguesa."
No que respeita ao disco propriamente dito, Luís Silva do Ó considera que "O novo álbum que acompanha o livro é uma surpreendente demonstração de vitalidade criativa, instrumental e musical, com doses brutais de crítica mordaz à classe política que nos dirige.". Acrescenta ainda que "O rock encontra-se aqui em doses elevadas e as três primeiras canções – “Hino à Desanexação”, “A Rebulussom” e “Gladiador” – rebentam com a escala quando comparamos este disco com qualquer outro que os Trabalhadores produziram até hoje."
Em jeito de resumo, Luís Silva do Ó diz que "Em “Das Turmêntas Hà Boua Isperansa” sobressai um cuidado instrumental notável, arranjos límpidos e eficazes, uma produção certeira e um som global cheio, com profundidade, com vida, fruto, também, da masterização realizada nos Estados Unidos, por Stephen Marcussen, da Marcussen Mastering. Este álbum mostra-nos um grupo maduro, no uso máximo das suas potencialidades e sem sofrer o desgaste do tempo ou da idade. [...] A década de 80 ficou para trás. Sem saudosismos, os Trabalhadores do Comércio comprovam que o presente é bem melhor."
Na crítica conclui que "Das Turmêntas Hà Boua Isperansa é um trabalho mais do que essencial. É genial.".

