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Fêbras de Sábadà Noite (rebisitado)

Fêbras de Sábadà Noite (rebisitado)

Fêbras de sábadà noite
Fêbras de sábadà noite

Á porta da discu
Côrpu sem durmir
Sei bem u que buscu
Quié cunseguir
Bebidas à borla
Nalguma “leidi’s nait”
Passeius pla orla
Á luz dum belu ‘múnlaite’

Fêbras de sábadà noite
Fêbras de sábadà noite

A raxa na côixa
Quia côixa bai na meia
A mamá deriba
De línguá bôca cheia
Rainha da nôite
Com ganas de bibêr
Sou mêmu uma diba
Dibagar é u meu prazer

Fêbras de Sábadà Noite (rebisitado no Aquário do Porto Canal)

Neste tema tocam

Diana Basto - Lide bucale;

Álvaro Azevedo – Bataria;

Miguel Cerqueira – Baixu;

João L. Médicis - Biolas inlétricas;

Sérgio Castro - Biolas inlétricas, bozes cus incunfundíbeis BiGis;

Jorge F. Santos – Téquelas;

Nuno Meireles - Pugramassom i Dijei-ingue

Sobre este tema

Sérgio Castro: "Fêbras" surgiu de improviso em 1981, durante um concerto. Fomos tocar a Bragança, onde tradicionalmente se faziam concertos incríveis. Eu já tinha estado pela zona muitas vezes com bandas como Rocka, Psico ou Arte & Oficio. Creio que com os Trabalhadores era a primeira ou a segunda vez que ali estávamos. O concerto foi fantásico, com todo o tipo de acontecimentos hilariantes, e durou mais de duas horas, para o que tivemos que 'inventar' literalmente temas para poder continuar a tocar. Assim surgiu a ideia original de 'Febras de Sábadà noite'.

Depois de uma grande mariscada como primeiro prato, oferecida por um ex-companheiro de tropa do Álvaro, alguns, o Botija dos PAs entre outros, ainda foram capazes de 'dar-lhe' às febras no fim da enorme comezaina que antecedeu o concerto. Por isso, no palco, improvisamos um funk e fui gritando uma receita de febras com batatas fritas ou algo pelo estilo. A graça estava na analogia com o filme do Travolta e música dos Bee Gees, "Saturday night fever". Logo a seguir esquecêmo-nos dela, pois não era grande coisa.

Quando o Júlio (Isidro) nos convidou para a segunda edição das comemorações dos 25 anos do seu programa radiofónico, que se emitia do Nimas (e algumas vezes de estádios à pinha), achamos adequado rever esse tema, desta vez com uma letra dedicada à causa e com um arranjo House, da autoria do produtor/DJ Nuno Meireles. Acabámos por inserir alguma ironia em relação a todo o folquelore que rodeia a noite e, mais tarde, conseguímos a convencer a Diana Basto a revisitar todo o tema, com um novo arranjo no "loop", mais percussão, mais preponderância nos Bi-Gi e, uma revisão da letra que se mete mais a fundo com as que levam a vida de "Lady's Night" em "Lady's Night" a procura de emoções fortes. É claro que a Diana lhe deu o toque definitivo com essa versão Nortense do "Mercedes Benz" ("Mercedes pretu") da saudosa Janis.

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